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O novo Tijolaço chega no sábado

 

Amanhã, no final da tarde, o Tijolaço sai do ar.

Mas, calma. É só por algumas horas, enquanto todo o conteúdo do site é transferido para uma nova plataforma, com um desenho mais limpo e eficiente que o atual, velho de guerra, a quem emendas e remendos foram tornando confuso e lento.

Um esboço dele você vê aí em cima.

A intenção de melhorar é antiga, mas depois de muitas ( e caras) frustrações em projetos de mudança, a solução acabou saindo com a prata da casa.

Prata, não, ouro, porque meu filho Bernardo, autor do projeto original, arranjou tempo nas madrugadas para pegar o site pela unha e fazer a coisa andar.

Ele e minha filha Ana Clara, que pega à unha também os controles das contas, impostos e obrigações a pagar, é a quem devo não me afundar na minha desídia com dinheiro e com a saúde, enquanto ele supre a igual ignorância alérgica à informática, são bom alicerce para este Tijolaço, com o qual colaboram, nas folgas raras de suas vidas profissionais.

Espero que a nova forma agrade aos leitores e leitoras, afinal a razão de ser deste blog e dos quase 43 anos de jornalismo em minha vida, desde que entrei, em janeiro de 1978, na editoria de Esportes de O Globo, como estagiário.

Já expliquei outras vezes, mas convém repetir: misturei, desde cedo, o jornalismo com a polêmica, por conta dos 22 anos de convívio com Leonel Brizola, de quem nunca me arvoro porta-voz post mortem mas que teve, com todos os nossos embates fraternos ao longo deste tempo – “lenha boa é a que sai faísca, Brito Velho”, dizia ele, provocando com o trocadilho do adversário de seus primórdios no Rio Grande – um papel enorme na minha capacidade de percepção.

E uma das coisas que percebi – de bobo demorei, porque o Tom Jobim já o cantou – é que é impossível ser feliz sozinho. Quem não sabe ouvir e melhorar é, além de surdo, pretensioso.

Por isso, vamos abrir espaço específico para que os leitores e leitoras deixem impressões e críticas ao novo formato e, assim, contribuam para corrigirmos erros e arestas que, é claro, sempre ocorrem.

No mais, é agradecer. Aos que leem, aos que contribuem para manter o site e aos que o reproduzem nas redes sociais, às quais, aliás, estamos voltando depois de muitos problemas.

Problemas técnicos, apenas, porque o garrote que o autoritarismo reinante impôs não vos afetou, porque jamais aqui se praticou oficialismos.

A nova forma do Tijolaço, espero que assim o seja, uma maneira de reafirmar princípios e uma forma de absorver e sintetizar melhor o que a gente nunca quer deixar para trás, o compromisso com o Brasil e com seu povo.

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